terça-feira, 24 de abril de 2012

COZINHANDO FEIJÃO


Cozinhando feijão. O chiadinho da panela de pressão, o cheirinho do feijão se espalhando pela casa toda.  Lembranças da infância, outros tempos, o mesmo ruído monótono, o mesmo cheiro invadindo a alma.

Lá fora, o dia caminha, nublado e fresquinho, finalmente com cara de inverno...

Pássaros passam em bando,  gritando pelo céu. São maritacas, bichinho mais escandaloso. Eles voam dali da mata da FGV(Fundação Getúlio Vargas), ao lado, para o restinho de mato que sobrou depois da "limpeza" do Jardim das Vertentes" - do outro lado - para a construção dum novo condomínio. Não sei quantas torres serão, mas certamente vão afanar um bom pedaço da "nossa" paisagem.

Muitos de nós ainda lembramos quando essa rodovia aqui (Raposo Tavares) era beeeem vazia, e o bairro aqui era considerado local ermo. Muita gente comprou o apê aqui na planta, ou bem próximo ao lançamento, e foi taxado de no mínimo maluco. Quando cheguei aqui, há meros seis anos, ainda peguei esse terrenão ao lado (onde estão construindo o novo condô) sendo utilizado como pasto para vaquinhas e cavalos, que faziam a alegria da gente: nada como estar a 5 minutos de Pinheiros e ainda ver essa cena de fazenda.

É o progresso, é a expansão imobiliária, é o povão crescendo e se multiplicando sobre a face da terra. Não há como deter essas forças de crescimento e essas tendências de se amontoar em condomínios fechados, até porque hoje em dia todo mundo vive apavorado, entocado atrás de muros e grades e telas de arame farpado, enquanto a bandidagem anda linda e loira solta pelas ruas. Mesmo com toda a proteção desses verdadeiros bunkers, assim somos surpreendidos pelos arrastões & Cia. Ltda.

Meda...
(versão adaptada do facebook - à falta de inspiração, uso o que tenho)

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