domingo, 3 de junho de 2012

Eu sou mesmo um dinossauro... 

Ainda sou daquele tempo em que você subia e descia a pé a Rua Augusta e suas alamedas com nomes de cidades do interior paulista, toda bem vestidinha, olho pintado e tudo, olhando trocentas mil vitrines das boutiques da moda, para comprar de tudo: roupas, calçados, livros, discos (éééé aqueles discos pretos de vinil, long plays e compactos). 

E que ao fim entrava em alguma galeria e tomava um sorvete, no meu caso um banana split ou um sunday, e ficava ali paquerando os playboys que subiam e desciam nos seus carrões (Karman Ghias, DKW, Berlinetas e Aero Willys, Itamaratys, Galaxy, Simca, Camaros, Mustangs) ou nas suas motos cavalonas...

Vi construir o Shopping Iguatemy, o primeirão. Onde era só uma ruazinha mixa, a Rua Iguatemi. Que desembocou no que é hoje a Faria Lima...

Nem sonhar com a Juscelino, nem imaginar a Berrini, nem delirar com os mega super ultra big shoppings pululando a cada bairro da cidade de São Paulo, isso para não citar as cidades vizinhas, componentes da Grande São Paulo. Sampa, pros íntimos.

Tinha alguns lojões: o Mappin da Praça Ramos, a Mesbla na Santa Cecília, a Slopper, a Sears da Turiassu. Mas o quente era comprar em boutique. Ou dar uma de esperta: comprar na Marisa, dar uma repaginada, e falar que comprou na boutique da moda. Eu fiz.

Vi tanta coisa acabando, tanta coisa começando... Agora eu compro pela internet e pronto acabou. Nada de ficar namorando o objeto, abrindo portas e gavetas, escutando o papo do vendedor, comparando tudo em mil e uma lojas. É pá-puf.

Novos tempos...


(foto: Rua Augusta anos 60 do blog antigos verde amarelo)